abr 11 2009

Mont Death Fest Festival

Escrito por Caio

Dia 9 de maio (deste ano, claro), vai rolar em Monte Santo o Mont Death Festival.

Será um evento que contará com as bandas:

  • Breakneck (Guaxupé)
  • Seven Keys (Guaxupé)
  • Imperfect Souls (Muzambinho)
  • Funeratus (Mococa)

Na ocasião a Funeratus fará o lançamento do EP “Vision from Hell”. O evento vai acontecer no Clube do Belém e os ingressos estão por R$ 10,00 antecipados.

Dá um look no cartaz da festa:

Sobre o autor
Caio Mancini é baixista e vocalista de várias bandas locais de Guaxupé, nerd assumido e locutor do programa Avalanche que vai ao ar todos os domingos pela 87,9 FM de Guaxupé.
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jan 31 2009

Um Navegar (des)Protegido

Escrito por Adilson

Destruo a única possibilidade intacta de tornar-me leve

divido ocres e ilusões

enquanto me vejo entregue a um fato inédito

de todas as minhas angústias a que mais me atormenta

é me ver isolado

Ainda ontem possuía um sonho célebre

mas não me vejo mais em qualquer acorde dissonate

Dissolvo as atitudes inertes

e habilito um templo antigo banhado de sol

Seus gestos intempestuosos já não ferem as tristezas escondidas em um cofre aberto

pois sempre uma semi-deusa me protege

e me decapta.

Em tudo o que digo há palavras perdidas

desconexas e, às vezes, extintas

Distingo, entre vários atos, um fato expressivo

Ah! Navego em olhos azuis o brilho de um

mar que nunca amei

desejei ver estrelas transparentes mas uma ausência importante

despertou um temporal incessante

despejado em um dia impróprio, porém célebre.

Fui julgado antes do crime, que mostrou-se frágil

enganei sentidos e argumentos

isento de fugas e desesperos me encontrava

mas uma ave voou alto e imponente

causando um tremor indescritível

Desafiei relógios cingidos de vermelho

e toda a dor foi-se embora

Talvez a caminhada de nada valeu

mas seu semblante iluminou-se com o vento

soprado; atmosfera

Imagens recortadas aglutinam-se em forma

de palavras

e todas as memórias

um dia

serão jogadas fora

Sobre o autor
Graduado em letras pela FAFIG, mestre em Linguística pela Unicamp e atualmente doutorando em lingüística pela Unicamp. Professor da Interativa e da Unifeg. Poeta nas horas vagas (mesmo que há uma incerteza do que sejam horas vagas... vagueia sempre pelos seus pensamentos.) Tem algumas poesias publicadas em livros de antologia poética do Brasil e também da Argentina. Fã absoluto de Pink Floyd.
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jan 31 2009

Eternamente ficar

Escrito por Adilson

Não ouvi nada

minha atenção estava voltada para mim mesmo

imaginando maneiras de ficar eternamente ficar

fugir, quem sabe, de parte de mim. Mas ficar.

Eternamente ficar.

Inscrito em histórias-memórias fortes e vívidas.

Eu. Várias vezes eu. Infinitamente eu.

E de todas as transformações e de todos os registros e em

tudo que fico, fico em parte. Arte.

Um meteoro disforme informa rapidamente o que se passa… o que se passou

diálogos inertes esperam freneticamente que eu

chegue a um futuro expressivo. Discursivo

altamente e meticulosamente discursivo.

Fico calado e observo palavras

preparo as minhas por entre olhares chorosos

meus sorrisos expressam um vôo imaginário

e me desdobro a registrar

o que insisto em sentir

porta-voz tímido e sincero de milhares de corações errados, errantes

Distante do mundo normal

construo maneiras de ficar eternamente ficar

Sobre o autor
Graduado em letras pela FAFIG, mestre em Linguística pela Unicamp e atualmente doutorando em lingüística pela Unicamp. Professor da Interativa e da Unifeg. Poeta nas horas vagas (mesmo que há uma incerteza do que sejam horas vagas... vagueia sempre pelos seus pensamentos.) Tem algumas poesias publicadas em livros de antologia poética do Brasil e também da Argentina. Fã absoluto de Pink Floyd.
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jan 31 2009

Batismo

Escrito por Adilson

Vi-me, de certa forma, distante

por um longo breve instante

a observar calado a calma de um lago

propago a certeza da calmaria

Chego perto e vejo sons

folheio míseras atitudes inertes

e sobrevôo soberano sobre ondas irrisórias

Sinto-me grande

conquisto aplausos surdos

e vejo meu reflexo distorcendo-se na clareza das águas

Um peixe mágico brinca

e solta uma voz inteligível à procura de meus tímpanos

não vou além e fico sempre a contemplar

Após um longo breve instante inerte mergulho

e uma forte correnteza me arrasta

sem fôlego, procuro ar e palavras

paralítico, escondo meus pés

e desejo ardentemente construir um casulo

e me esconder, sempre me esconder

Travei uma batalha, perdi o espaço

associei desejos e destruí o cansaço

Navego rápido, inutilmente rápido

mais rápido do que o tempo necessário para se auto-constituir

Me enquadro na marcha e sigo necessariamente para a frente

e incólume consigo atingir o mar

e marcar exatamente o meu próprio ritmo

E em todos os espaços imperam sons estéreis

Sobre o autor
Graduado em letras pela FAFIG, mestre em Linguística pela Unicamp e atualmente doutorando em lingüística pela Unicamp. Professor da Interativa e da Unifeg. Poeta nas horas vagas (mesmo que há uma incerteza do que sejam horas vagas... vagueia sempre pelos seus pensamentos.) Tem algumas poesias publicadas em livros de antologia poética do Brasil e também da Argentina. Fã absoluto de Pink Floyd.
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