abr 22 2009

Resenha: Motörhead – Motörizer

Escrito por Rangel

  • Álbum: Motörizer
  • Banda: Motörhead
  • Origem: Inglaterra
  • Ano de lançamento: 2008
  • Formação: Lemmy Kilmister (vocals/bass), Phil Campbell (guitars), Mikkey Dee (drums)

Chega até a espantar uma banda que, com mais de 33 anos de carreira continua com a mesma energia e fazendo o mesmo “rock n’ roll pauleira” de sempre. De fato Motörhead é um nome que dispensa qualquer tipo de comentário.

Chega de conversa fiada e vamos ao disco, Motörizer abre com a energética Runaround man, possui um refrão rápido e direto, ótima canção. Teach you how to sing the blue é uma verdadeira aula (ao pé da letra) de se fazer não o “blues”, mas o rock n’ roll extremo que a banda sempre ostentou com tanta classe.

When the eagle screams é magnífica, umas das melhores faixas do cd, uma das mais aclamadas pelos ouvintes do álbum também, bases simples, mas criatividade predominante, mais para o meio o solo do bom e velho Phil Campbell  deixa sua marca. Rock Out é direta, porradaria extrema, violenta, agressiva e pesada, refrão marcante, faz qualquer ouvinte remeter ao período “Ace of Spades” de ser. One short life é talvez a mais calma do álbum, mas não menos brilhante, cadenciada e com o baixo de Lemmy falando cada vez mais alto.

Buried Alive é mortal do começo ao fim, começa com a pancadaria Motörheadiana que estamos habituados, um refrão forte e um solo perfeito executado por Mr. Campbell. English Rose começa com Lemmy vomitando as seguintes palavras: “I been waiting for you for hours babe”, mas não precisamos esperar muito para ouvir a porrada na orelha, ótima canção do gênero pseudo-romântico de Mr. Lemmy Kilmister.

Back on the chain é poderosa, pesada e direta, mais para o meio Mikkey Dee mostra que não está para brincadeira e detona sua batera (no bom sentido é claro), música sensacional. Heroes é mais emocionante, uma verdadeira lição em todos os sentidos, tanto de música quanto de moral, a mensagem da letra é filosófica, devemos ser e somos verdadeiros heróis, segue o refrão da mesma:

“Stand your ground and fight,
You know that our cause is right,
We are the ones, whoes hope is gone,
Hold and stand fast.
Stand and do your best,
Stand and face your test,
Until you fall, you must obey the call,
For we are the last.”

(Defenda vosso território e lute

Você sabe que nossa causa é certa,

Nós somos os únicos, quem a esperança se foi,

Levante-se e encare rapidamente

Levante-se e faça seu melhor,

Levante-se e encare sua prova,

Até você cair, você deve obedecer ao chamado,

Por nós que somos os últimos.)

The time is right é violenta do começo ao fim, uma ótima canção. Eis que entram os mil nomes de Deus, The thousand names of god, que acho, particularmente, a melhor faixa do álbum, sensacional, causa até arrepios sensacional, somente ouvindo para sentir o que é essa música.

O Motörhead foi uma banda que sobreviveu a tudo e continua na estrada até hoje apesar de todas as adversidades, continuam no topo e lá sempre permanecerão como uma das maiores bandas de Rock n’ Roll (esse é o Rock n’ Roll mais Metal que eu conheço) da história da música, e, parafraseando os mesmos: Eles são o Motörhead. Sem mais palavras…

Sobre o autor
Rangel Militão Franco é formado em Letras (Português e Inglês) pelo UNIFEG de Guaxupé. Obteve boa nota na defesa de sua monografia diante da banca avaliadora em dezembro de 2007, seu tema foi a obra do escritor inglês William Shakespeare, ele bem que quis analisar letras de músicas HEAVY METAL, mas não deu muito certo (risos). Ganha seu pão de cada dia como professor de informática e de inglês. Em novembro de 2008 fundou e desenvolveu o site do Funeratus Official Fan Club. Grande apreciador e incentivador do METAL, é colaborador do programa Avalanche desde que o programa começou.
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mar 9 2009

Resenha: Krisiun – Southern Storm

Escrito por Rangel


  • Álbum: Southern Storm
  • Banda: Krisiun
  • Origem: Brasil
  • Ano de lançamento: 2008
  • Formação: Alex Camargo (Vocals/Bass), Moyses Kolesne (Guitars), Max Kolesne (Drums)

O Brasil é um país do qual ainda não se dá muito orgulho de viver, pois a corrupção em que residimos é uma verdadeira calamidade, mas é um grande orgulho poder dizer: “Sou brasileiro e o Krisiun é um produto 100% nosso!” Eles são, sem sombra de dúvidas o maior orgulho nacional na música extrema da atualidade. O álbum Southern Storm, que foi lançado passando meados de 2008 está com uma boa repercussão na cena extrema mundial.

O álbum começa com a poderosíssima Slaying Steel, porradaria extrema, o riff introdutório é massacrante, mais calmo se for relacionar como restante da música, sensacional. Sentenced Morning é mortal, bateria metralhada, riff direto e o baixo acompanhando os bumbos de maneira ímpar, no meio Moyses mostra um solo técnico menos extremo e a música ganha uma atmosfera diferente, mas sem abrir mão do peso e das paradinhas metralhadas de Max.

Twisting Sights é uma das minhas favoritas, puta que pariu, desculpem o palavreado de baixo calão, mas essa música é Du caralho, mais para o meio o peso dela é capaz de derrubar uma parede com apenas alguns acordes, os bumbos de Max parecem até um vento soprando, sensacional música.

Minitaur começa de forma bélica, numa harmonia perfeita entre os instrumentos e Max com seus repiques na batera, o solo extremo de Moyses é sensacional, ultrapassa a velocidade da luz. Combustion Inferno é talvez a mais famosa do álbum, sensacional, extrema, pesada, agressiva, sem mais adjetivos sobre a mesma.

Massacre Under the Sun começa com Alex dando maior ênfase em seu baixo matador, depois entra a porradaria típica à moda Krisiun de ser, ótima música também. Bleeding Offers começa com um riff marcante, quando entra a bateria de Max arregaçando com tudo de maneira apocalíptica, ainda não falei do vocal de Alex, mas isso dispensa qualquer tipo de comentário também.

Logo após entra o “colvi da bolachinha”, dessa vez foi para Refuse/Resist dos mineiros do Sepultura, devo dizer que eles seguiram bem à risca a versão original, só tem um pouco mais de peso, no mais eu diria que essa faixa eles tiraram para descansar um pouco, afinal é a mais tranqüila do álbum.

Em Origon of Terror eles voltam a trabalhar novamente, a música já começa trampada, depois vira a porradaria já conhecida por todos. Contradictions of Decay começa de forma diferente, eu diria até um pouco mais melódica, mas só numa primeira parte, a metralhadora humana começa a agir novamente, o riff de Moyses lembra um pouco o riff da música Wolfen Tyranny do álbum Works of Carnage, lançado em 2003.

Eis que entra outro petardo do álbum, uma das minhas favoritas também, Sons of Pest, começa como que preparando o terreno para a avalanche sonora que está por vir, o som trampado detonando tudo, mais para o final tem um solo de bateria de Max que puta que pariu, se já não tivesse visto esse cara fazer isso ao vivo…, realmente o cara não é desse mundo…

Black Wind, é instrumental, para acalmar os ânimos para a pedrada que está por vir, a saideira do álbum, Whore of the Unlight, brutalidade extrema, excelente música, o álbum não poderia se encerrar de forma mais brilhante a matadora como essa.

Southern Storm é um álbum sensacional, obrigação na prateleira de todo Heabanger que se preze, para quem gosta de Brutal Death Metal, eu recomendo a ouvir Southern Storm.

Sobre o autor
Rangel Militão Franco é formado em Letras (Português e Inglês) pelo UNIFEG de Guaxupé. Obteve boa nota na defesa de sua monografia diante da banca avaliadora em dezembro de 2007, seu tema foi a obra do escritor inglês William Shakespeare, ele bem que quis analisar letras de músicas HEAVY METAL, mas não deu muito certo (risos). Ganha seu pão de cada dia como professor de informática e de inglês. Em novembro de 2008 fundou e desenvolveu o site do Funeratus Official Fan Club. Grande apreciador e incentivador do METAL, é colaborador do programa Avalanche desde que o programa começou.
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fev 11 2009

Resenha: Kreator – Hordes of Chaos

Escrito por Rangel

  • Álbum: Hordes of Chaos
  • Banda: Kreator
  • Origem: Alemanha
  • Ano de lançamento: 2009
  • Formação: Mille Petrozza (vocals/guitar), Sami Yli-Sirnio (guitars), Christian Giesler (bass), Jurgen Reil (drums)

A melhor maneira de se saber se um álbum é bom é a seguinte: coloque-o para tocar e vá fazer outra coisa, de preferência que exija sua concentração, se você não conseguir prestar atenção no que está fazendo é porque o álbum é bom.

Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando ouvi Hordes of Chaos, mais novo lançamento da banda alemã Kreator. Um disco que tira a concentração e o fôlego de qualquer adorador do bom e velho Thrash Metal executado por essa grande banda.

Quem gostou de Enemy of God (2004), certamente vai curtir Hordes of Chaos. O disco começa com a faixa título que começa com um riff mais calmo, preparando os ouvidos dos ouvintes para o que está por vir, em exatos 52 segundos de música já entra a porradaria que consagrou o Kreator para o mundo, a bateria afiadíssima de Jurgen Ventor Reil fazendo aqueles repiques que só ele sabe fazer.

Warcurse começa com uma introdução repicada de bateria, quando entra o som seco e agressivo dos riffs em consonância com os demais instrumentos, mais para o meio as cavalgadas de guitarra começam a aparecer numa cadência magnífica acompanhada pelo baixo de Christian Giesler.

Escalation também é sensacional, remete bem à tradição musical do Kreator de ser sempre agressivo nas melodias.

Amonk Run começa com uma levada romântica e um atmosfera musical bem diferente, depois é acompanhada por um riff mais agudo e se transforma no extremismo total.

Destroy what destroys you é extrema e direta, enfim, “Destrua o que destrói você” a música é destruidora. Radical Resistence veloz como a luz, as viradas de bateria de Reil parecem uma verdadeira metralhadora, esse é o verdadeiro significado da música extrema, mais para o meio ela fica mais cadenciada, num ritmo menos intenso, mas sem abrir mão do peso.

Absolute Misanthropy é diretamente violenta do começo ao fim, sem descanso para os ouvidos. To the after burn, tem um riff agudo inicial maravilhoso e criativo, ela tem uma levada mais calma do que as demais canções do álbum, mas é extremamente prazeroso ouvi-la. Logo após temos a instrumental Corpses of Liberty para dar uma acalmada nos ânimos, mas ela dura apenas 55 segundos até entrar Demon Prince para fechar Hordes of Chaos com chave de ouro.

Em suma Hordes of Chaos não é um álbum comparável a clássicos consagrados do Kreator como Pleasure to Kill ou Coma of Souls, mas é um excelente disco, grande produção, sonoridade magnífica. Hordes of Chaos merece grande destaque para os lançamentos de 2009, não é cedo para falar isso… o CD é sensacional!

Sobre o autor
Rangel Militão Franco é formado em Letras (Português e Inglês) pelo UNIFEG de Guaxupé. Obteve boa nota na defesa de sua monografia diante da banca avaliadora em dezembro de 2007, seu tema foi a obra do escritor inglês William Shakespeare, ele bem que quis analisar letras de músicas HEAVY METAL, mas não deu muito certo (risos). Ganha seu pão de cada dia como professor de informática e de inglês. Em novembro de 2008 fundou e desenvolveu o site do Funeratus Official Fan Club. Grande apreciador e incentivador do METAL, é colaborador do programa Avalanche desde que o programa começou.
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jan 28 2009

Resenha: Black Sabbath – Black Sabbath

Escrito por Rangel
Capa do álbum Black Sabbath

Capa do álbum Black Sabbath

  • Álbum: Black Sabbath
  • Banda: Black Sabbath
  • Origem: Inglaterra
  • Ano de lançamento: 1970
  • Formação: Ozzy Osbourne (vocals), Tony Iommi (guitars), Geezer Butler (bass), Bill Ward (drums)

Prometi para mim mesmo que estrearia o quadro das resenhas do Avalanche falando do álbum que abriu as portas para esse estilo que amamos tanto que é o Metal.

Intitulado com o nome da banda, Black Sabbath foi lançado mais precisamente no dia 13 de fevereiro de 1970, uma sexta feira (não havia uma data melhor para o lançamento do primeiro disco da história do Heavy Metal). A arte da capa é extremamente macabra, com uma bruxa em frente a uma casa abandonada.

O disco começa a rodar e, em meio a uma tempestade e o badalar de alguns sinos inicia-se o primeiro riff da música Black Sabbath, dessa forma a banda se apresentou ao mundo. Uma introdução de arrepiar qualquer um. A música tem uma levada mais calma, mas só uma primeira parte, mais para o meio a harmonia musical sofre uma mudança e o peso dos riffs fica mais intenso, bate cabeça total até o final.

The Wizard começa com uma introdução de gaita executada por Ozzy, quando entra o peso musical. A música tem uma levada bem cadenciada, com direito até mesmo a um solo de gaita de Ozzy mais para o meio, sensacional.

A introdução sensacional de Behind the Wall of Sleep é perfeita, todos os instrumentos parecem solar ao mesmo tempo numa atmosfera musical incrível, no meio dela Iommi faz um solo magnífico e a música termina uma base solo de Bill Ward, ótima música.

N.I.B. começa com Bill Ward trabalhado muito, fazendo um solo de baixo genial que já entrou para a história da música, nessa música eles demonstram claramente a influência do Blues no som da banda, essa música foi um dos grandes marcos na história do Heavy Metal.

A música Evil Woman tem uma linha mais calma, meio no estilo Hard Rock, ela é uma cover da banda Crow, talvez seja a música mais tranqüila do cd, mas, na minha opinião é uma boa música.

Sleeping Village tem uma introdução melancólica com um violão acompanhando o vocal tristonho de Ozzy, mas somente numa primeira parte, logo entram os riffs e a música fica mais com a cara do Black Sabbath.

Warning é outra cover que a banda fez, dessa vez de Ansley Dunbar’s Retaliation, a música começa com uma levada mais suave onde se destaca mais o acompanhamento do baixo, mais para frente os músicos resolvem mostrar o que realmente sabem fazer com seus instrumentos, cada um dá uma palhinha com seu instrumento, música sensacional!

Wicked World fecha o disco com maestria, começa com um riff violento e emenda com umas viradas de bateria que só poderiam ser executadas mesmo por Bill Ward, Ozzy mostra um vocal mais cortante nessa música, ao final o riff do início toma parte novamente e a música termina deixando os ouvintes com água na boca para receber o próximo trabalho, que viria a ser o álbum mais importante da história do Heavy Metal… mas isso é uma outra história….


Sobre o autor
Rangel Militão Franco é formado em Letras (Português e Inglês) pelo UNIFEG de Guaxupé. Obteve boa nota na defesa de sua monografia diante da banca avaliadora em dezembro de 2007, seu tema foi a obra do escritor inglês William Shakespeare, ele bem que quis analisar letras de músicas HEAVY METAL, mas não deu muito certo (risos). Ganha seu pão de cada dia como professor de informática e de inglês. Em novembro de 2008 fundou e desenvolveu o site do Funeratus Official Fan Club. Grande apreciador e incentivador do METAL, é colaborador do programa Avalanche desde que o programa começou.
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