Iron Maiden: EU FUI!!!

Caio Mancini

Bom… você leram sobre a quantidade de pessoas e os tumultos nas entradas, saídas e quebra-quebra de alambrados e tals? Bom eu tava perto.. fazer o que…

Chegamos 12:00 animadíssimos pra encarar a aventura e fomos pra fila.. furamos, claro.. afinal não tava afim de andar 3km debaixo de Apolo com camiseta preta…

Na entrada uma chuva.. ou melhor, uma tempestade. Danificou os telões HD que estavam lá, deixou o que era grama de interlagos virar barro e junto disso as 70000 pessoas que estavam lá.

Britânicos, a produção da banda avisou que iria atrasar o show em alguns minutos pois a chuva atrasou os preparativos do palco e não tocariam enquanto a fila lá de fora não acabasse e todos estivessem dentro do autódromo.
Enfim… exatos 19:00 entrou a Avril Lavigne filha do Steve Harris… Lauren Harris até que tenta, mas definitivamente abrir shows do Iron não irá trazer algum benefício a sua carreira, não é o público mais correto pra ela mandar suas músicas. Mesmo com a competente banda que a acompanha.

Quando a banda entrou no palco com um atraso de aproximadamente 60 minutos, todo o cansaço, lama, vontade de mijar, sede, fome encheção de saco, empurra-empurra foi pro esquecimento. É surpreendente como músicas com mais de 10 anos tem tanto poder!
A banda inteira é uma performance digna, daquilo de tudo que já em DVD e ouvi nos CDs e MP3 por aí, é extremamente fiel. Um amigo me disse “se não fosse umas linhas diferentes, viradas e gritos de Bruce eu ia falar que tava ouvindo o CD”.
Pensei em chegar aos 50 anos de idade com a mesma disposição física, musical, vocálica e carisma que os caras têm.
Foi emocionante quando todas as luzes se acenderam, Bruce apresentou a banda e todos os músicos foram ovacionados pelas dezenas de milhares de pessoas presentes. Em especial o batera Nicko McBrain que é muito carismático.
Em uma grande metrópole, num lugar de difícil acesso, com pessoas provenientes de todos os lugares do país, deu pra ver de tudo, crianças com os pais, mulheres, meninas, galera na baura, cerveja absurdamente cara na lata e todos em um êxtase comunitário. Cada refrão grudendo e marcante da banda era ecoado em uníssono de tal forma que já não se ouvia mais a banda tocando e só o público participando ativamente do show.

Dois Eddies, Rime of the Ancient Mariner, Powerslave, fantasias, e o público encenando Run to the Hills invadindo o morro e a ala Vip e já estava exausto até pra pular, também tava até a canela na lama. Nenhuma briga, nem mesmo nas 2 horas que foi pra deixar o autódromo no escuro e sem indicações da saída.

Ir no show do Maiden não é só ir em um show pra ver seus ídolos de infância, curtir um som que se gosta, mas uma experiência de vida para um rockeiro que curte a vida, a boa música e o contato com outras pessoas que estão lá pelo mesmo motivo que o seu. Curtir.

2011 os caras voltam, tomara que batam esse recorde de público, carisma e espetáculo.


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