Resenha: Krisiun – Southern Storm
- Álbum: Southern Storm
- Banda: Krisiun
- Origem: Brasil
- Ano de lançamento: 2008
- Formação: Alex Camargo (Vocals/Bass), Moyses Kolesne (Guitars), Max Kolesne (Drums)
O Brasil é um país do qual ainda não se dá muito orgulho de viver, pois a corrupção em que residimos é uma verdadeira calamidade, mas é um grande orgulho poder dizer: “Sou brasileiro e o Krisiun é um produto 100% nosso!” Eles são, sem sombra de dúvidas o maior orgulho nacional na música extrema da atualidade. O álbum Southern Storm, que foi lançado passando meados de 2008 está com uma boa repercussão na cena extrema mundial.
O álbum começa com a poderosíssima Slaying Steel, porradaria extrema, o riff introdutório é massacrante, mais calmo se for relacionar como restante da música, sensacional. Sentenced Morning é mortal, bateria metralhada, riff direto e o baixo acompanhando os bumbos de maneira ímpar, no meio Moyses mostra um solo técnico menos extremo e a música ganha uma atmosfera diferente, mas sem abrir mão do peso e das paradinhas metralhadas de Max.
Twisting Sights é uma das minhas favoritas, puta que pariu, desculpem o palavreado de baixo calão, mas essa música é Du caralho, mais para o meio o peso dela é capaz de derrubar uma parede com apenas alguns acordes, os bumbos de Max parecem até um vento soprando, sensacional música.
Minitaur começa de forma bélica, numa harmonia perfeita entre os instrumentos e Max com seus repiques na batera, o solo extremo de Moyses é sensacional, ultrapassa a velocidade da luz. Combustion Inferno é talvez a mais famosa do álbum, sensacional, extrema, pesada, agressiva, sem mais adjetivos sobre a mesma.
Massacre Under the Sun começa com Alex dando maior ênfase em seu baixo matador, depois entra a porradaria típica à moda Krisiun de ser, ótima música também. Bleeding Offers começa com um riff marcante, quando entra a bateria de Max arregaçando com tudo de maneira apocalíptica, ainda não falei do vocal de Alex, mas isso dispensa qualquer tipo de comentário também.
Logo após entra o “colvi da bolachinha”, dessa vez foi para Refuse/Resist dos mineiros do Sepultura, devo dizer que eles seguiram bem à risca a versão original, só tem um pouco mais de peso, no mais eu diria que essa faixa eles tiraram para descansar um pouco, afinal é a mais tranqüila do álbum.
Em Origon of Terror eles voltam a trabalhar novamente, a música já começa trampada, depois vira a porradaria já conhecida por todos. Contradictions of Decay começa de forma diferente, eu diria até um pouco mais melódica, mas só numa primeira parte, a metralhadora humana começa a agir novamente, o riff de Moyses lembra um pouco o riff da música Wolfen Tyranny do álbum Works of Carnage, lançado em 2003.
Eis que entra outro petardo do álbum, uma das minhas favoritas também, Sons of Pest, começa como que preparando o terreno para a avalanche sonora que está por vir, o som trampado detonando tudo, mais para o final tem um solo de bateria de Max que puta que pariu, se já não tivesse visto esse cara fazer isso ao vivo…, realmente o cara não é desse mundo…
Black Wind, é instrumental, para acalmar os ânimos para a pedrada que está por vir, a saideira do álbum, Whore of the Unlight, brutalidade extrema, excelente música, o álbum não poderia se encerrar de forma mais brilhante a matadora como essa.
Southern Storm é um álbum sensacional, obrigação na prateleira de todo Heabanger que se preze, para quem gosta de Brutal Death Metal, eu recomendo a ouvir Southern Storm.











